LUSCHI - Dragagem, Impermeabilização

Dragagem no Porto de Santos

LUSCHI DragagemA segunda fase do Programa Nacional de Dragagem integra o Programa de Investimento em Logística - Portos que possui uma verba prevista de 3,8 bi de investimentos em dragagem de manutenção nos próximos dez anos, em diferente portos do País, iniciando pelo lançamento do edital para dragagem de manutenção do Porto de Santos.

O serviço que será executado no Porto de Santos envolve a manutenção das profundidades do canal do porto, dos acessos aos berços de atracação e dos 59 berços do porto. Com o plano há a perspectiva da vinda de navios de grande porte num horizonte curto. O próximo  edital, do PND 2, que não tem data definida, será lançado dando prioridade aos portos de Paranapaguá (PR) ou Fortaleza (CE).

Processo de Dragagem

Draga HopperDe acordo com o diretor da LUSCHI, Ilson Rogerio Luschi, para o processo de dragagem existem duas maneiras usuais que é por sucção e recalque ou por escavação. Com auxílio de dragas de sucção e recalque, é possível executar a remoção de materiais sólidos do fundo de corpos d’água como lodo e areia. São utilizadas máquinas de pequeno ou grande porte, que usam bombas para realizar a sucção. “O bombeamento dos sedimentos é conduzido para áreas de adensamento, por tubulações em grandes máquinas de dragagem  como a Draga Hopper, os sedimentos são então armazenados na própria cisterna do equipamento e posteriormente descarregados no  destino adequado”, explica.
 
Já o processo de dragagem por escavação utiliza escavadeiras a cabo ou hidráulicas. Estas máquinas podem trabalhar nas margens ou embarcadas sobre batelões retirando os sedimentos do fundo das lagoas, rios ou mar e depositando nas margens ou sobre barcaças transportadoras. O processo de dragagem ocorre para o desassoreamento, alargamento, desobstrução, remoção, derrocamento ou escavação de material do fundo de rios, lagoas, mares, baías e canais de acesso a portos. O principal objetivo é realizar a manutenção ou aumentar a profundidade.
 
“Todo o processo de dragagem necessita de um estudo preliminar para a análise da necessidade de outros estudos específicos e projetos técnicos. Normalmente é feita a sondagem geotécnica, o estudo batimétrico e a análise ambiental dos sediementos. Na sondagem geotécnica são analisados aspectos como a compactação e granulometria dos sedimentos. Já a batimetria analisa as irregularidades do leito e quantifica o material que será dragado. É de suma importância o estudo ambiental da área, pois através dele é retirada a amostra dos sedimentos e são realizadas análises laboratoriais para detecção de possíveis contaminações, pois caso haja uma contaminação é necessário executar um processo conforme a legislação ambiental”, destaca Luschi.
 
O tratamento do material contaminado pode ser feito através de tubos geotêxteis, que permitem o escoamento do líquido através dos poros do geotêxtil, retendo as partículas sólidas floculadas, reduzindo o teor de umidade e devolvendo a parte líquida novamente a sua origem. Em outros casos também é utilizada a centrifugação, que é feita por unidades móveis. A técnica permite fazer a remoção e o adensamento de lodo e os sedimentos no próprio local, eximindo desta forma a necessidade de uma obra estrutural. Já o flotador é um equipamento capaz de separar partículas suspensas, como metais pesados, através da geração de microbolhas que fazem uma mistura homogênea de todo o afluente.

Equipamentos de Dragagem

Existem diversos tipos de dragas utilizadas comumente neste tipo de operação, elas são classificadas como mecânica, hidráulica e mista (mecânica/hidráulica), sendo cada uma dotada de diferentes tipos de mecanismo e operação. As dragas de sucção são divididas em dois grupos: aspiradoras e cortadoras. A sucção pela aspiradora é feita por meio de um grande bocal de aspiração. Com o auxílio de jatos de água, o material é desagregado e através de aberturas no bocal é aspirado e levado junto com a água aos tubos de sucção. Este bocal é mais utilizado para tratar materiais finos e de fraca coesão, em cortes rasos, sendo limitado para materiais coesivos e para o corte em bancos, onde há o risco do material desmoronar sobre o bocal e impedir a sucção. Já as dragas hidráulicas, ao aspirar o sedimento, trazem consigo uma quantidade expressiva de água. Conforme os tanques das barcaças e de dragas auto transportadoras ficam cheios, é necessário eliminar esta água em excesso para que ela transborde para fora da embarcação. Este processo é denominado de overflow.
 
Os equipamentos de dragagem mais utilizados são as dragas hopper ou auto transportadoras “trailing hopper suction dredger”, indicadas principalmente para operações em alto-mar e em solos de difícil sucção, especialmente nas obras de aprofundamento de canais de acesso a portos, aterro hidráulico, derrocamento, entre outras aplicações. As dragas de sucção e recalque com desagregador “cutter suction dredger” são ideais para o desassoreamento de lagoas, rios, estudos ambientais, represas, canais e tanques de lodo, extração de areia, retirada de camada vegetal e aguapés, entre outras utilidades.
 
Segundo Luschi, o maior desafio em um processo de dragagem é quando há a ocorrência de contaminação na área. “Neste caso é preciso desenvolver um projeto de descontaminação que atenda corretamente a legislação ambiental, assim como uma técnica de execução com um custo financeiro acessível para os contratantes. Geralmente as licenças ambientais nesses casos são demoradas e exigem sempre uma técnica de execução complexa e descarte apropriado dos resíduos (sedimentos contaminados), acarretando desta forma aos contratantes um custo alto de execução da obra e da empresa contratada.

Fonte: Revista Fundações & Obras Geotécnicas, por Dellana Wolney

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